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1 de fevereiro de 2011

A indecisão matou o gato


Já pensou em ser quantas pessoas diferentes desde que nasceu?
parênteses para minha lista pessoal:
A BARBIE
PROFESSORA
MÉDICA
CABELELEIRA
A MORENA DO TCHAN
CANTORA
ATRIZ
VETERINÁRIA
JORNALISTA
ESTRELA DO ROCK
DEPUTADA...
parênteses para fim da lista pessoal.
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Apesar de estar me dedicando para se tornar uma jornalista, ainda sonho com os palcos e em ganhar muito dinheiro cantando na câmara:"florentina, florentina, florentina de jisuis." Porém a questão é que ou você escolhe uma coisa ou escolhe a outra. Talvez até duas, não sei. Se eu fosse deputada eu iria ter tempo de sobra pra ser até a Barbie, quem sabe.
No entanto, estar a mercê do destino é coisa do passado. Você joga na mesa suas opções. Todas elas. Busca as oportunidades e a acessibilidade. E se você tem talento, tem a carta coringa e só precisa passar pelos desafios de conquistar seu lugar. E essa é de longe a parte mais difícil.
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O psicólogo Fernando Laerte alerta sobre as decisões precipitadas. "Estamos sujeitos a aderir idéias de amigos ou familiares, ou ser influenciados pelas mídias. Se você possui sua própria opinião, traçou uma perspectiva, não é o suficiente para "aguentar" o caminho escolhido. O que vai definir isso é sua força de vontade e sua determinação."
Os tempos hoje em dia nos obrigam a escolher o certo. Por isso desistir está tão fácil. Nosso lado racional está sendo instigado a todo o momento. Veja um exemplo com Luciana.
"Me formei em Direito. Depois estudei letras, mas desisti para ser psicóloga, pois era o que eu queria desde sempre. E antes que eu pudesse pensar em me matricular na faculdade, minha mãe me convenceu a estudar em um curso especializado em concursos. Ás vezes gostaria de voltar atrás e ter começado minha faculdade, mas penso no futuro de minha família e por hora a melhor opção é passar em um concurso com um bom salário."
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Há quem aguente, há quem desista. No final todos vão atingir seus objetivos de um jeito ou de outro. Como é a vida, as opções que não foram escolhidas mudam pro passado e vão se tornar obstáculos pulados. Porém se algo tiver que fazer parte do seu futuro, ele volta como fênix, e todo novo para você poder explorar.
Há dúvidas no caminho de vocês? Ajeita no peito e chuta pro gol.

27 de agosto de 2009

Ferrou!



O pc do meu trampo queimou. Explodiu. Fez tuing!
E além dos muitos documentos importantes daqui do Sindicato, tinha documentos meus. Matérias feitas pra revista, e outras coisas.
Alguém sabe se quando o computador queima, dá pra recuperar o HD?

Shit!!!

16 de junho de 2009

Vocês já perceberam que tem hora que agente pára e começa a pensar em tudo o que quer fazer. Tipo assim, do nada. Você está escovando os dentes, acordando, ou vendo as notícias na internet, as publicidades no jornal. Em qualquer momento, um pensamento de querer realizar tudo o que está se passando na sua cabeça naquele exato momento toma conta da sua cabeça.
Quero começar um curso de inglês, um de português e um de designer gráfico. Quero comprar um carro, mudar de cidade e trabalhar em um jornal. Ganhar na mega sena, mesmo sem jogar[?], investir em um empreendimento, casar, ter filhos e etc... e tudo o que mais pode entrar no meio do seu pensamento assim do nada.
Eu fico assim, acho que uma vez por mês ou dois. Percebi isso hoje. Mas acontece que outros pensamentos tomam conta durante a semana e esse sentimento de imaginar o futuro passa. Passa para voltar quando tiver chance.

* Momento Reflexão

5 de maio de 2009

"Coisas do cotidiano"




Sexta feira eu fui com meu namorado para a cidade dele, Mirandópolis (cidade fora do mapa onde nem ônibus não chega). Como nenhum ônibus de Adamantina passava por lá, agente pegou um às 7h da manhã com destino a Valparaíso e lá pegaríamos outro ás nove e alguma coisa para Mirandópolis.
Eram quase 8h da manhã, o ônibus parou para pegar uma passageira em Lagoa Seca e seguiu caminho. E antes que eu pagasse no sono vi que ela se sentou uma poltrona atrás de nós da fileira do lado. Jão já estava dormindo.
Algum tempo devia ter se passado, não muito pois sei que cochilei só alguns minutos e o ônibus parou no acostamento. O motorista abre a porta e pergunta:
- Alguém ai tem um celular que não está fora de área?
Acordei e pensei: Puts, era só o que faltava o ônibus ter quebrado. – ressaltando que eu e meu namorado já tinhamos perdido o ônibus da quinta feira à noite.
Ainda acordando, meu namorado vê uma conhecida dentro do ônibus e chama ela pra conversar:
- Ow, você por aqui? Tudo bem?
A menina chega com os olhos arregalados, meio afobada e sem prestar atenção no que ele falou disse:
- Você viu o que aconteceu?
- Não!
- Uma mulher se matou aqui na frente
- Mas aqui na frente do ônibus no meio da estrada? – perguntei achando estranho alguém se matar no meio da estrada, mal sabia eu que...
- Não, aqui dentro do ônibus na cabine do motorista!
Demorou alguns instantes para cair a minha fixa, olhei pelo corredor em direção a cabine e vi alguém caído ali. O motorista ligou o ônibus e saiu provavelmente em direção a algum local em que algum celular ficasse com sinal. Parou mais uma vez, e desceu com um celular na mão. Eu curiosa nem um pouco, imagina, fui la ver a difunta. Poh não é todo dia que você vê alguém que se suicida dentro do seu ônibus. E era a moça que se sentou atrás de nós.
Ela estava deitada de bruços com as pernas por cima da escada. Sangue? Imagina! Tiro na cabeça ainda. Tinha sangue por toda parte, mas apenas no chão. A arma não era boa o suficiente para atravessar a cabeça dela e espalhar sangue pelos vidros.
Ela ainda respirava. Profundamente, dificilmente, mas respirava. E meu namorado quase se se borrou porque tinha que passar por cima dela para descer do ônibus. Eu fui que eu fui na fé. Parei até um pouquinho para ver a cabeça dela e tinha um furo terrível que parecia uma torneira de sangue.

Resumindo isso que já está ficando grande, ficamos todos lá fora, no frio, esperando a policia chegar. 1 hora depois eles chegaram, retiraram a mulher do ônibus naquele estado lamentável, revistou a bolsa dela, achou uma carta suicida na qual eu não preciso nem dizer o que estava escrito porque toda carta de suicida é clichê. Meia hora após a policia chegar a ambulância chegou, levou ela. Meia hora depois um ônibus chega para levar agente para Valparaiso.
Final das contas, pegamos o ônibus as 7h chegamos as 10h. Foram três horas de atrasado no frio, com sono, com fome e com dor nas pernas porque ficamos quase 3 horas de pé na estrada.
Essa mulher não tinha outro lugar para se matar não? Mas já passou, só precisava postar isso aqui porque não é todo dia que agente viaja com um suicida. Ou é? Talvez isso já esteja fazendo parte de nosso cotidiano.

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