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8 de abril de 2011

O jornalista




Se relacionar com o próximo já dá trabalho, imagina trabalhar com as massas? A comunicação não é uma área, é um todo. Estudá-la gera mais dúvidas do que soluções. Para ser jornalista não é necessário apenas experiência. Vale lembrar que existem as más e boas experiências. Não adianta você ser experiênte naquilo que faz de você um sensacionalista ou desrespeitador da ordem. A ética é necessária, principalmente quando envolvemos pessoas.

Ser jornalista é saber exatamente o que falar, como falar, quando falar e para quem. Não é uma rede de fofocas da vizinhança. Exige conhecimento, criatividade e respeito. Conhecer os limites e aplicá-los a seus limites. Apesar de que o infinito ainda é pouco para o jornalista, ele deve criar um horizonte como barreira para aquilo que julga ser desnecessário.

Ser jornalista é usar a criatividade para ser sério. É buscar, transmitir, envolver. É ter a força de mudar o que está errado. Não só dizer o que está, porque disso não precisamos. É mover lados e chacoalhar montanhas.

Ser jornalista não é serviço de padeiro, motoqueiro, professor. Jornalista é jornalista e ponto final.


07 de Abril - Dia do Jornalista.

14 de fevereiro de 2011

Repórter: codinome, Perigo.



Ser repórter não é simplesmente ser mais um rostinho bonito da televisão. É preciso estar preparado para tudo e para todos a qualquer hora e lugar.
Pense como é ser repórter por pelo menos um dia.
Você precisa estar todo o tempo disponível para a redação, preparado para o momento que ocorra os fatos.
Imagine você, em um sábado à tarde, tomando cerveja com os amigos, totalmente pra lá de bagdá e o telefone toca. É o chefe te mandando urgentemente para o local onde a poucos minutos ocorreu um assassinato. No momento só você está disponível, pois um dos demais repórteres está de férias, e o outro está em seu final de semana livre. E você não vai arriscar aparecer na frente das câmeras inchado, vermelho e com cara de doido.
Então, esqueça a vida social.
¨
Outro ponto, é cobrir "desastres naturais". Você nunca vai saber quando a enxente vai te carregar, ou o vento, a chuva, um carro ou quando vai ser atingido por uma bala em uma troca de tiros entre polícia e traficantes. Um desastre brasileiro bem natural por sinal.
Sem contar as horas mal dormidas, as madrugadas cobrindo notícias, a precisão nos improvisos imprevistos.
Ser repórter é estranho e cansativo, porém é um estilo de vida que poucos suportam.
Por isso em Suburbia eles têm um dia: 16 de fevereiro - Dia do Repórter.




13 de agosto de 2010

Sexta-feira 13 em Suburbia


Imagine se essa história de sexta-feira 13 existisse mesmo. Um dia de azar.
Ao contar pelas sextas-feiras 13 que há no ano, isso seria incrível. Aqui em Suburbia, 2010 por exemplo, possui apenas uma sexta feira 13. Se o azar funcionasse somente nesse dia, nos tantos outros dias do ano não precisariamos nos preocupar em encontrar algum cocô na rua e pisar, ou passar embaixo da escada, ou perder dinheiro e etc e tal. Seríamos as pessoas mais sortudas se não fossemos tão azarentas o resto do ano.
Aliás, se existisse apenas um dia de azar, iríamos aproveitar todos os estranhos acontecimentos que acontecesse. Iria ser um dia diferente.
Aqui em Suburbia é sexta-feira 13 e está parecendo uma segunda-feira 15 ou uma quarta-feira 20. Como se fosse qualquer outro dia normal do ano. Pessoas levantam, trabalham, cuidam dos filhos, limpam a casa e quando o dia passar, só vai saber que foi sexta-feira 13 no sábado 14.
E isso não faz diferença, pois o azar não deveria ter um dia. Todo dia é dia de azar. Assim como todo dia é dia de sorte. Você só precisa saber usar. Guardar o dinheiro na carteira para não perder, prestar atenção onde pisa pra não pisar em cocô, e desviar de passarinhos. Nada assustador.
E é assim que caminha a sociedade Suburbia em uma sexta-feira 13, onde a única vantagem é de ser

SEXTA-FEIRA!