
Ser repórter não é simplesmente ser mais um rostinho bonito da televisão. É preciso estar preparado para tudo e para todos a qualquer hora e lugar.
Pense como é ser repórter por pelo menos um dia.
Você precisa estar todo o tempo disponível para a redação, preparado para o momento que ocorra os fatos.
Imagine você, em um sábado à tarde, tomando cerveja com os amigos, totalmente pra lá de bagdá e o telefone toca. É o chefe te mandando urgentemente para o local onde a poucos minutos ocorreu um assassinato. No momento só você está disponível, pois um dos demais repórteres está de férias, e o outro está em seu final de semana livre. E você não vai arriscar aparecer na frente das câmeras inchado, vermelho e com cara de doido.
Então, esqueça a vida social.
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Outro ponto, é cobrir "desastres naturais". Você nunca vai saber quando a enxente vai te carregar, ou o vento, a chuva, um carro ou quando vai ser atingido por uma bala em uma troca de tiros entre polícia e traficantes. Um desastre brasileiro bem natural por sinal.
Sem contar as horas mal dormidas, as madrugadas cobrindo notícias, a precisão nos improvisos imprevistos.
Ser repórter é estranho e cansativo, porém é um estilo de vida que poucos suportam.
Por isso em Suburbia eles têm um dia: 16 de fevereiro - Dia do Repórter.